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quarta-feira, 5 de março de 2008

Galp Energia impede maiores ganhos da bolsa nacional


A bolsa portuguesa segue a negociar em alta ligeira, em linha com o que se sente nas pares europeias, impulsionada sobretudo pela EDP e pelo BPI. A Galp Energia trava maiores ganhos, no dia em que apresenta as suas contas de 2007.
Deste modo, às 8h04, o PSI 20 sobe 0,25% para os 10 666,28 pontos, a acompanhar os ganhos dos congéneres europeus, que recuperam de uma séria de cinco dias de quedas, com as boas notícias vindas dos EUA.Por cá, o destaque vai para a Galp Energia, que perde 0,91% para os 15,26 euros, uma vez que os investidores temem que os resultados que serão apresentados amanhã pela petrolífera não sejam favoráveis.Os analistas esperam que a Galp apresente uma quebra do seu resultado na ordem dos 2,3% em 2007 para um valor médio nos 457,2 milhões de euros, estando o mercado a reflectir o temor de que os números reais sejam ainda piores do que o temido.A suportar a praça nacional encontra-se a EDP, que sobe 0,53% para os 3,81 euros, isto apesar dos analistas esperarem que a energética apresente na quinta-feira uma quebra do seu lucro de 2007 em 2,9% para uma média de 923,7 milhões de euros.O BPI também contribui para as subidas, ao valorizar-se em 1,21% para os 3,34 euros.Dos restantes títulos com maior peso na ponderação do principal índice português, BCP avança 0,27% para os 1,87 euros, a Portugal Telecom recuou 0,42% para os 8,22 euros .O volume de negócios ascende a 2,8 milhões de euros.
(Mafalda Aguiar in Diário Económico - www.diarioeconomico.com)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

TAP quer novo aeroporto a funcionar antes de 2017


A TAP quer o novo aeroporto de Lisboa a funcionar antes de 2017. O desafio foi ontem lançado por Fernando Pinto, durante a conferência "O novo aeroporto de Lisboa: que modelo de desenvolvimento", promovido pelo Asterion, consórcio liderado pela Brisa e Mota-Engil. Augusto Mateus, que participou na elaboração do estudo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, apoiou o repto e avançou uma data para a abertura do aeroporto - entre 2015 e 2016. A antecipação, disse: "não deve ser vista como sobrecusto, mas ganho de eficiência". Abel Mateus considera que é tempo de se avançar e que já se "perdeu tempo demais".
O ex-ministro da Economia de António Guterres considera que o Executivo errou, quando concentrou a discussão do novo aeroporto na localização. "Tornou-se uma questão de quintal", salientou.
Fernando Pinto explicou que apoia a antecipação do novo aeroporto porque em 2017, a TAP deverá estar a transportar 12,7 milhões de passageiros, um número muito próximo dos passageiros movimentados na Portela durante 2007 - 13,4 milhões. E prevê situações "caóticas" para os próximos tempos. A TAP referiu que "tem sido seriamente prejudicada" com o congestionamento da Portela, provocado em parte pelo crescimento acelerado das companhias low cost. Actualmente, operam no aeroporto 22 companhias que servem 70 destinos. Fernando Pinto admitiu ter "errado no prognóstico", quando considerou "pouco significativo o aumento das companhias de baixo custo".
Fernando Pinto quer ter um terminal dedicado à TAP e às companhias aéreas que integram a Star Alliance, aliança aérea liderada pela Lufthansa, no novo aeroporto. "Vemos no novo aeroporto a oportunidade de ter um terminal dedicado à TAP e aos nossos parceiros da Star". Para o presidente da TAP, é ponto assente que Alcochete terá dois terminais e um será reservado à TAP. O gestor considera uma solução "natural", um a vez que a companhia é o principal cliente do aeroporto, com 60% da sua operação em Lisboa.
No final do encontro, Vasco Mello, que lidera o Asterion, consórcio que integra a Brisa, Mota-Engil, Sacyr-Somage, Lena, MSF e os bancos BCP, BES, CGD considerou que o aeroporto "tem um enorme efeito multiplicador e há que agarrar a oportunidade".
(Leonor Matias in Diário de Notícias - www.dn.pt)